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  • Rafael S. de Oliveira

TIPO DE ERROS IMPERDOÁVEIS COMETIDOS PELO BRASIL



Existem alguns erros imperdoáveis que um país pode cometer e levá-lo definitivamente ao desastre, ou torná-lo inviável política e socialmente, aqui destaco alguns erros cometidos historicamente pelo nosso país o Brasil, a seguir veja minha análise sobre o que acontece a nossa nação e a dificuldade que temos de nos encontrar como nação do futuro.


Desde muito tempo as campanhas históricas do Brasil a nação do futuro são realizadas para levantar o orgulho nacional, tudo começou nos anos 50 com Getúlio Vargas e as grandes campanhas de "nacionalização", seguindo por Juscelino Kubistchek e na Ditadura Militar.


No entanto ambos os governos descartaram alguns pontos cruciais de quase inviabilizaram o projeto de país que o Brasil deveria seguir ou pelo menos buscar um horizonte de "desenvolvimento sustentável" ao longo de sua história.


O Primeiro erro do nosso país e este destaco como o mais importantes está na EDUCAÇÃO - a falta de priorização desta política pública ao Brasil criou entraves ao nosso desenvolvimento atualmente, tomemos com exemplo os índices de desenvolvimento da educação do Brasil (IDEB) (Fonte: PNE - Plano Nacional da Educação)



Garantir a proficiência em matérias básicas como português e matemática são dois pontos essenciais, para entender e compreender a leitura, assim como o desenvolvimento lógico e cálculo para então aprender as matérias essenciais para formação em engenharia, química e áreas correlatas a ciência.

Vejamos na tabela que estamos longe de atingir as metas minimas do IDEB, avaliando uma escala de 0 a 10.

Por meio da educação poderemos garantir a ascensão social de qualquer cidadão do país, garantir cultura e valores essenciais para cidadania, deixamos de formar pessoas qualificadas para o mercado de trabalho, deixamos de formar talentos capazes para o desenvolvimento da ciência e inovação, não melhoramos os quadros de distribuição de renda e ainda pior precarizamos a nossa economia , tornamo-nos pouco produtivos, uma economia de baixa escala e com baixo valor agregado, este é o tipo de erro imperdoável adotado por governos passados que tornaram o nosso país em dificuldades de avançar.


O Segundo erro deve-se a formação de poupança interna do nosso país, visto que qualquer nação que queira se desenvolver economicamente necessite exclusivamente formar capital doméstico próprio. A poupança doméstica é tudo aquilo que as pessoas e as empresas de um país não gastam no momento em que ganham dinheiro, ou seja: é o dinheiro produzido no país, menos os gastos com consumo, incluso os impostos e contas a pagar, e também os gastos do governo. Esse número, de 15,7%, é uma média das poupanças domésticas de todos os brasileiros, pessoas físicas e jurídicas, e do governo. Se olharmos só para as famílias brasileiras, o número da poupança doméstica fica ainda pior, cai para 4,71% do PIB, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

A despeito disso, quando se examina a composição da poupança por setores institucionais, as diferenças são significativas. Como pode ser visto no Gráfico 2 abaixo, na série antiga, a maior parcela da poupança brasileira era feita pelas empresas não financeiras, com média de 67,4%, enquanto as famílias eram responsáveis por, em média, 31% da poupança. Entretanto, quando se observa a série retropolada, tanto no período 2000-2009 como no período 2000-2015, as famílias elevam significativamente sua participação, com média de 46% da poupança, enquanto as empresas não-financeiras têm média de 49% de poupança.



O falta de uma política orientada para formação da poupança doméstica do Brasil, levou o país a se desenvolver "emitindo moeda" como nos anos 50, para fomentar a indústria e aos projetos de infraestrutura, nos anos 70 a depender fortemente da "Poupança Externa" via dívida externa levando a década perdida nos anos 80 e mais recentemente aumentando o gasto público via "Dívida Pública", levando a recessão econômica em 2014.

Se tivéssemos garantido mecanismos para formar a poupança interna, teríamos crédito mais barato, taxas de juros menores, capital financeiro abundante, menor dependência de recursos de terceiros, maior capacidade de investimentos e uma economia orientada para o setor industrial e exportações.


O Terceiro erro e talvez o menos importante deve ao modelo de logística adotado no Brasil priorizando fortemente o "transporte de eixos" ao invés do "transporte de trilhos", unicamente para um país de natureza continental, com forte adensamento populacional em faixas litorais, o transporte de carga por caminhões em rodovias, além do risco de perdas de produtos, roubos e furtos de carga, combustível, frete, menor volume de cargas.


De acordo com o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), elaborado em 2006, o desejável seria o modal ferroviário atingir 32%, e o aquaviário 29%, das toneladas de quilômetros úteis transportadas por todos os modais anualmente. Com isto, o transporte rodoviário de carga poderia diminuir para 33% – ao invés dos 65% atuais. 

O modal ferroviário se caracteriza pela capacidade de transportar grandes volumes de cargas, principalmente em deslocamentos de médias e longas distâncias. Em comparação com o transporte rodoviário de cargas, há vantagem na segurança, com menos acidentes e menor incidência de furtos e roubos. Produtos a granel, como soja, milho e trigo, entre outros, são típicos para o modal ferroviário.


Responsável por 65% do transporte de cargas inter-regional no Brasil, segundo dados de 2015 do Plano Nacional de Logística, a dependência do país ao transporte de cargas por caminhões é a consequência de um longo processo histórico. Tão distante que remonta até ao período da colonização, quando os portugueses extraíam as riquezas naturais no interior do país e levavam até o litoral, para dali atravessar o oceano Atlântico em direção a Europa.


O Quarto erro esse é de natureza política, foi a opção de "internalizamos" todos os problemas e fecharmos diante do mundo, os projetos nacionais de desenvolvimento foram acolhidos para olhar para o mercado interno, vide a exemplo a indústria naval e os estaleiros, a política de conteúdo nacional, a política dos campeões nacionais, o gasto excessivo do BNDES (500 bilhões de reais) com projetos pouco rentáveis, ao invés de priorizar uma orientação junto as cadeias de produção e inovação no mundo, atrair mentes e talentos, procurar uma maior integração, protagonismo, reputação e imagem, diplomacia entre até os vizinhos sul-americanos.


Este são segundo a minha análise os tipos de erros imperdoáveis que andam sabotando o nosso desejo como grande nação emergente, de superar o atraso, virar o jogo cruel que somos aprisionados e buscar um caminho de prosperidade, com paz e estabilidade duradouros, mesmo com muitos erros nós ainda não temos competência para destruir o Brasil, ele não cabe dentro do precipício.

Assinado por:


Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder e Especialista de Bem-Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista e Editor pelo Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiências e Cultura).

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