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  • Rafael S. de Oliveira

LIBERDADE x LIBERTINAGEM

Atualizado: 3 de Dez de 2019



Para começar este artigo polemico, venho em defesa do Liberalismo clássico e sua contribuição quanto as sociedades modernas que temos hoje, muito se tem debatido no Planalto Central pelo ministros de estado, sobre um choque de liberalismos a economia do Brasil, alguns interpretes desse pensamento são o Ministro da Economia – Paulo Guedes, assim como alguns secretários de pastas importantes como Samir Mattar.

O fato é que nós devemos entender que o Liberalismo defende valores e respeito a liberdade, do ponto de vista sintético são objetivos do liberalismo: os direitos individuais (incluindo diretos civis e humanos), livre mercado, livre iniciativa, democracia, igualdade de gênero e racial, liberdade de imprensa, liberdade de expressão, liberdade religiosa, propriedade privada, direito a justiça e cidadania enfim.

A atual gestão do governo Bolsonaro tem priorizado (tentado pelo menos em alguns campos) tomar medidas liberalizantes para promover um novo avanço e um “Novo Brasil”, sem dúvida que as ideias apregoadas do Mercado e respeito ao criador de riqueza são extremamente fundamentais para uma transição moderna, uma economia de mercado pujante, ampliação e crescimento da classe média e combate dos bolsões de pobreza e miséria no Brasil.

Para um país onde liberais e desenvolvimentistas já tiveram experiências interessantes o que vimos de ambos resumidamente foram uma série de programas fracassados ou pobremente implantados pela presença do “populismo político e econômico” agora também com apelo social as camadas mais vulneráveis do país.

O desenvolvimentismo criou o Estado como motor do desenvolvimento econômico, mas também apregoado de intervencionismo, dirigismos, políticas de conteúdo nacional, campeões nacionais, subsídios pesadas via BNDES para empresas e setores ligados ao poder político, com isso criamos um bolsão de mais de 150 empresas estatais, a grande maioria ineficiente e desnecessária, apostamos em políticas de apoio a empresas como JBS Friboi, OI Telefonia e conglomerados do empresário Eike Batista, apoio a indústria naval que pela terceira vez cometeu os mesmo erros políticos que JK e Geisel cometeram custo disso foi uma enorme expansão da Dívida Externa, recessão econômica, moratória internacional e hiperinflação.

Já o chamado liberalismo no Brasil, parecia ter encontrado saída aos problemas do antecessor modelo, houve programas de recuperação de bancos (PROER), privatizações importantes, criação de agências reguladoras, quebra de monopólios, lei de responsabilidade fiscal, parecia ser uma avalanche de medidas pró-mercado.

No entanto houveram falhas no modelo, política de juros extremamente altas criaram o “rentistas”, quebraram as fontes de financiamento de capitais as indústrias, houve uma enorme concentração de renda, os bancos bateram recordes de lucros, o câmbio também selou um país que antes exportava bem industriais, a apenas um exportador de commodities.

Mas o tema central deste artigo não é confundir “liberalismo” com “libertinagem”, recentemente tenho visto algumas coisas curiosas em nosso atual governo, um alinhamento pouco produtivo do Brasil com os EUA, a possibilidade de entrada na OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), como forma de ampliar o nosso espaço no mundo, o que na prática acontece, é que abrimos mão da condição natural de vantagens de “país em desenvolvimento” que a China e a Coreia do Sul não fizeram para pertencer a organização, estamos a beira de privatizar companhias de interesse estratégico e militar ao país como a Embraer, nosso comércio em matéria de exportações não supera 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e ainda estávamos no meio de uma guerra comercial entre EUA e China, ambos maiores importadores dos nossos produtos, as reformas atuais (previdência e tributária), não deram animo ao espirito animal dos empresários, que vem com desconfiança o Estado e o Estado vê com desconfiança os empresários, as tais medidas não surtiram efeito imediato e tão pouco crescimento econômico, a nós fica claro que caminhamos para uma segunda década perdida, onde as melhores previsões de crescimento só poderão aparecer em 2022.

O Liberalismo que nós gostaríamos de ver: é uma profunda redução do Estado como gestor de empresas ineficientes, privatizações regulares, retirar o poder do Estado em áreas desnecessárias como por exemplo: correios, imóveis, radiodifusão, administração de parques e jardins, mercados municipais. Colocar empresas grandes como Petrobrás, Bancos Públicos e Embraer, para competir no mercado e desenvolvimento de projetos estratégicos ao país, abrir espaço para oferta de novas empresas exportadoras, desburocratizar a vida do pequeno e médio empresário, dar fim aos subsídios pesados a companhias que não conseguem competir, propor uma transição econômica para modernizar setores “atrasados” no meio industrial e sem dúvida atrais capital estrangeiro, para financiar obras de infraestrutura, saneamento básico e setor imobiliário, desconcentração do crédito dos bancos para reduzir o spreads bancário e dar fim ao capitalismo de estado e conluio.

Fica claro a nós que liberalismo está para libertinagem com mediocridade de projetos executivos, “entreguismos”, vassalagens e I Love You mais baixo que já vimos em todos os tempos no Brasil.

Assinado por:


Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder e Especialista de Bem-Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista e Editor pelo Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiências e Cultura).

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